domingo, 29 de julho de 2007

O Pan termina, o Brasil começa

Termina o Pan no Brasil. O evento que era esperado há muito tempo, finalmente aconteceu novamente em terras tupiniquins, após 44 anos (o último havia sido em São Paulo, em 1963). Muitas são as lições que se devem tirar da maior competição da América.

Felizmente, nenhum incidente grave ocorreu no Rio de Janeiro. Aliás, não se ouviu durante esses 16 dias, nenhum tiroteio ou crimes (pelo menos na mídia). Fosse bom que todo mês tivesse Pan ou carnaval no RJ, época em que as "coisas" parecem dar uma amenizada.

Na questão de organizacão, algumas falhas. No beisebol, todo mundo reclamou das condições dos campos. A torcida brasileira, que fez uma linda festa, teve hora que vaiou de mais e até atrapalhou os atletas que precisavam de concentração. E também, faltou respeito na cerimônia da abertura, com o presidente da república.

Do ponto de vista esportivo, o Brasil foi um sucesso, apesar de os Estados Unidos não virem com seu times "A" (se bem que não precisam, ganharam o Pan com os dois pés nas costas). O Brasil quebrou seu recorde de ouros conquistados (54 contra 29, em Santo Doming), e de medalhas (161 contra 123, em 2003).

Ficou na terceira posição, atrás de Cuba em medalhas de ouro (cinco a menos), mas com 26 medalhas a mais no geral (em 1963, em SP, o Brasil ficou na segunda colocação, mas era bem menor o número de competições).

Com o fim dos Jogos, vem a melhor parte: o legado do Pan. A estrutura montada no Rio De Janeiro não pode ser desperdiçada. Agora é a hora de investir nos esportes. Temos que valorizar a superação de nossos atletas, que ganharam medalhas de ouro com salários de 600 reais, no Taekwondo, e sem verbas da Lei Agnelo/Pivada, no caso do Caratê (como o esporte não é olímpico, não recebe verbas do COB; em torneios internacionais, só viaja quem paga as passagens e hospedagens).

Para o Brasil fica a lição: se quiser chegar entre os primeiros também em uma Olimpíada (onde o nível será bem superior) tem que aprender com os EUA e Cuba: investir no esporte nas escolas, onde tudo começa.

Mesmo que a tática nem dê certo, que o Brasil não se torne uma potência olímpica. Pelo menos estaremos formando cidadãos (coisa que o país também carece).

Balanço do Pan é positivo, mas nem tudo foram flores...


O resultado final do Jogos Pan-Americanos no Rio de Janeiro foi positivo. A cidade foi aprovada, principalmente porque os problemas que mais atormentavam não só as autoridades e esportistas, como os próprios cariocas pouco antes do início dos Jogos, foram bem equacionados. O temido nó no trânsito da cidade não aconteceu. As férias escolares e a decisão de algumas empresas de dar, também, férias coletivas e seus funcionários, teve reflexo nas ruas.
Houve engarrafamentos isolados, o transporte oficial para as delegações cumpriu bem o seu papel, mas para um evento de maior porte como as Olimpíadas é preciso que as linhas 4 (Zona Sul-Barra) e 6 (Aeroporto-Barra) saiam do papel.

A segurança, ou melhor, a ausência dela, problema que mais aflingia a cidade e seus visitantes, também não foi sentida. A presença ostensiva dos 18 mil agentes reduziu índices de criminalidade e proporcionou a todos uma sensação de segurança e tranquilidade há muito não vistas.

O voluntariado também passou no teste, mas precisou da nota do conselho de classe para tal. Havia muitos e todos bastante solicitos e prestativos, mas a maioria não desempenhou a contento a função para a qual foram designados. A desinformação era geral. Não foram poucos os torcedores que viraram baratas tontas com as orientações desencontradas da turma, que também reclamou muito de maus tratos. Vários desistiram por terem de trabalhar horas a fio com direito a apenas um lanche.

Vaias da torcida viram polêmica e diminuem no fim

O comportamento da torcida também merece destaque, para muitos positivo, para outros, extremamente negativo. Parte dos atletas, inclusive brasileiros, reclamaram das vaias em excesso. Outros, entre eles estrangeiros, adoraram o calor humano dos cariocas. Na média, porém, ficou a certeza de que somente a sucessão de eventos esportivos que não sejam de futebol pode educar esportivamente os torcedores, o que já pôde ser visto ao longo do próprio Pan, com as vaias dando lugar aos aplausos com o passar dos dias.

Mas nem tudo foram flores no Pan do Rio...

Três pontos críticos devem ser destacados negativamente. O sistema de comunicação (telefonia celular e rádio) não funcionou em grandes aglomerações como os jogos de futebol no Maracanã e no Engenhão, além da cerimônia de abertura; a distribuição e venda de ingressos também apresentaram falhas. Houve problemas de duplicidade e mudanças de horários de competição sem comunicação prévia adequada. Em relação aos lugares marcados, o “jeitinho brasileiro” tratou de resolver a questão.

O péssimo sistema de alimentação foi o que levou pior nota na área de serviços. A rede de lanchonetes Bob’s não conseguiu suprir as necessidades dos torcedores. Os produtos eram escassos, e a variedade e qualidade, aquém do esperado, gerando muitas reclamações. Houve muitos pontos de venda fechados, as bebidas normalmente estavam quentes e o sanduíches, frios, quando havia. Isso para não falar dos preços, maiores do que os cobrados nas demais


A Cidade do Rock foi o grande problema do Pan, fato admitido até pelos dirigentes. O local não teria codições de abrigar eventos esportivos.

Pan do Rio chega ao fim

http://www.globoesporte.com/

Os Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro 2007 chegaram ao fim. Neste domingo, à tarde, aconteceu a cerimônia de encerramento da competição. Mas, fica a esperança de a Cidade Maravilhosa se tornar a capital mundial do esporte em 2016, nos Jogos Olímpicos.

No discurso na cerimônia de encerramento, o presidente da Odepa, Mario Vázquez Raña, afirmou que a cidade tem capacidade para ser a próxima escolhida para sediar as Olimpíadas. “Nos vemos em 2016”, disse Raña, demonstrando que pode apoiar uma possível candidatura carioca.

"O Rio celebrou os melhores Jogos Pan-Americanos da história", elogiou o dirigente. Antes, em sua fala, Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), havia decretado: “Brasil, missão cumprida”.

Muita emoção e comoção tomaram conta do início da cerimônia. Em um Maracanã com muitos lugares vazios, devido à chuva, logo no começo do evento houve uma surpresa. Bombeiros que ajudaram no resgate às vítimas do acidente aéreo da TAM foram homenageados pela organização e entraram com a bandeira do Brasil no estádio, para logo depois ser tocado o hino nacional.

Saretta fecha o Pan com chave de Ouro!

Mais um ouro brasileiro, meu povo! O Brasil encerra sua participação histórica no Pan, com mais uma medalha dourada. Flávio Saretta venceu o chileno Adrian Garcia, por 2 sets a 1 (6/3, 4/6, 7/6), em uma disputa emocionante e ficou no lugar mais alto do pódio no tênis.

Brasil é Prata no hipismo

Rodrigo Pessoa conquistou mais uma medalha de prata para o Brasil. Na categoria individual do hipismo, o brasileiro ficou na segunda posição, após zerar o percurso em sua última entrada na final, montando Rufus. O ouro ficou com a amazona Jill Henselwood, do Canadá, que montou o cavalo Special Ed.

Basquete dá show e o Brasil é Ouro

O Brasil não teve dificuldades para vencer Porto Rico, neste domingo, na final do basquete masculino: 86 a 65. Mesmo sem os principais jogadores brasileiros, que disputam a NBA, o Brasil conseguiu se tornar Tri-campeão dos Jogos Pan-americanos.

Frank Caldeira é Ouro na maratona

Mais uma medalha de ouro para o Brasil no atletismo. Frank Caldeira venceu a maratona, neste domingo, depois de um belo sprint final. O brasileiro fechou a prova segurando a bandeira do Brasil.