Felizmente, nenhum incidente grave ocorreu no Rio de Janeiro. Aliás, não se ouviu durante esses 16 dias, nenhum tiroteio ou crimes (pelo menos na mídia). Fosse bom que todo mês tivesse Pan ou carnaval no RJ, época em que as "coisas" parecem dar uma amenizada.
Na questão de organizacão, algumas falhas. No beisebol, todo mundo reclamou das condições dos campos. A torcida brasileira, que fez uma linda festa, teve hora que vaiou de mais e até atrapalhou os atletas que precisavam de concentração. E também, faltou respeito na cerimônia da abertura, com o presidente da república.
Do ponto de vista esportivo, o Brasil foi um sucesso, apesar de os Estados Unidos não virem com seu times "A" (se bem que não precisam, ganharam o Pan com os dois pés nas costas). O Brasil quebrou seu recorde de ouros conquistados (54 contra 29, em Santo Doming), e de medalhas (161 contra 123, em 2003).
Ficou na terceira posição, atrás de Cuba em medalhas de ouro (cinco a menos), mas com 26 medalhas a mais no geral (em 1963, em SP, o Brasil ficou na segunda colocação, mas era bem menor o número de competições).
Com o fim dos Jogos, vem a melhor parte: o legado do Pan. A estrutura montada no Rio De Janeiro não pode ser desperdiçada. Agora é a hora de investir nos esportes. Temos que valorizar a superação de nossos atletas, que ganharam medalhas de ouro com salários de 600 reais, no Taekwondo, e sem verbas da Lei Agnelo/Pivada, no caso do Caratê (como o esporte não é olímpico, não recebe verbas do COB; em torneios internacionais, só viaja quem paga as passagens e hospedagens).
Para o Brasil fica a lição: se quiser chegar entre os primeiros também em uma Olimpíada (onde o nível será bem superior) tem que aprender com os EUA e Cuba: investir no esporte nas escolas, onde tudo começa.
Mesmo que a tática nem dê certo, que o Brasil não se torne uma potência olímpica. Pelo menos estaremos formando cidadãos (coisa que o país também carece).


