Termina o Pan no Brasil. O evento que era esperado há muito tempo, finalmente aconteceu novamente em terras tupiniquins, após 44 anos (o último havia sido em São Paulo, em 1963).
O Brasil quebrou seu recorde de ouros conquistados (54 contra 29, em Santo Doming), e de medalhas (161 contra 123, em 2003). Ficou na terceira posição, atrás de Cuba em medalhas de ouro (cinco a menos), mas com 26 medalhas a mais no geral (em 1963, em SP, o Brasil ficou na segunda colocação, mas era bem menor o número de competições).
Com o fim dos Jogos, vem a melhor parte: o legado do Pan. A estrutura montada no Rio De Janeiro não pode ser desperdiçada. Agora é a hora de investir nos esportes. Temos que valorizar a superação de nossos atletas, que ganharam medalhas de ouro com salários de 600 reais, no Taekwondo, e sem verbas da Lei Agnelo/Pivada, no caso do Caratê (como o esporte não é olímpico, não recebe verbas do COB; em torneios internacionais, só viaja quem paga as passagens e hospedagens).
Para o Brasil fica a lição: se quiser chegar entre os primeiros também em uma Olimpíada (onde o nível será bem superior) tem que investir no esporte nas escolas, onde tudo começa. Mesmo que a tática nem dê certo, que o Brasil não se torne uma potência olímpica. Pelo menos estaremos formando cidadãos.
